
Eu não vejo a hora de abrir a porta e te ver ali, livre para entrar na minha vida. Abraçar sem medo, trocar sorrisos cúmplices e honestos dizendo em silêncio, vamos?
Vamos dar vazão a esses sentimentos guardados no peito? Vamos nos conhecer a fundo escancarando os defeitos? Vamos?
Não vejo a hora de explorar os centímetros do seu corpo e da sua alma, experimentando todos os tipos de suas verdades. Estarmos inteiros ali. Sem filtros e sem restrições. Sem culpa.
Eu não vejo a hora.
Quero desvendar a dimensão daquele menino ansioso que eu vejo em encontros tão rápidos e achar o homem forte que ali reside. Conhecer seus receios, seus anseios. Participar do caminho entre a dúvida e a certeza.
Eu não vejo a hora de darmos as mãos. De andarmos o mesmo passo. De sonharmos juntos. Não falo de sonhos distantes ou gigantes, me refiro ao todo dia. Ao dia a dia de uma vida que começa. Com vontades e viagens que saem do imaginário para o toque.
Toque de corpos, toque de vidas. Encontro mesmo. Dos importantes. Dos que pressupõem disposição e entrega. Pois não me iludo mais com facilidades. Sei quem é a vida e quantos desafios pode nos trazer. Assim, só prometo que mesmo sabendo que vou errar, eu vou continuar tentando. Mesmo reconhecendo que dificuldades virão eu vou permanecer.
Não vejo a hora de te mostrar os lugares que fui e sonhava em te levar comigo. As comidas que quero que prove, os filmes no sofá, as estradas.
Ah! Eu não vejo a hora de abrir a porta e te encontrar ali, pronto pra mim.